terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Quaresma: Oração, Jejum e Esmolas.
Salve Maria!
A chamada quarta-feira de cinzas marca, para os cristãos, o início do tempo quaresmal, período em que nos preparamos para celebrar a Páscoa do Senhor. Este é um tempo propício em que a Igreja nos convida, durante quarenta dias, a exemplo do próprio Jesus que jejuou quarenta dias e quarenta noites para iniciar sua vida pública, a realizar uma profunda reflexão de nossa trajetória como discípulos do Senhor. Para ser melhor vivenciado, esse período penitencial deve ser acompanhado por práticas de oração, do jejum e das esmolas.
Pela oração nos aproximamos de Deus reconhecendo nossa pequenez diante de sua realidade divina. Diante da declaração da inteira necessidade que temos da ação de Deus, imploramos sua graça objetivando o desejo de continuarmos fiéis a Ele durante todos os dias de nossas vidas. A oração é um golpe mortal para nossa autossuficiência, à nossa soberba.
O jejum corresponde a um certo abandono de si. No momento em que alguém realiza a prática de abrir mão dos alimentos, faz com que seu corpo possa experimentar exteriormente daquela resignação interior a qual a alma se propõe passar, assim como nos recorda São Paulo: "Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (1 Cor 6, 20). Em outras palavras, o jejum serve para combatermos a gula além de outras vícios que impossibilitam nossas almas de se elevarem até Deus.
Por último, as esmolas nos convidam a partilhar com os nossos irmãos daquilo que eles carecem. Essa prática nos inclina à caridade, que consiste numa entrega efetiva em favor de alguém. Aquele que quer seguir verdadeiramente a Jesus precisa renunciar a si mesmo: "Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me! (Mt 19, 21)". As esmolas nos fazem lembrar que devemos partilhar o que temos e servir os nossos irmãos, nos distanciando, assim, do egoísmo e da avareza.
Que Deus nos ajude na nossa conversão!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Revolução Sexual: Métodos Contraceptivos e Aborto
Salve Maria!
"Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher ; e os dois formarão uma só carne" (Gn 2,24).
Na criação do mundo, o Senhor planejou todas as formas de vida existentes no planeta e pôs em toda a natureza uma ordem a fim de garantir a manutenção e propagação da vida, sua obra prima. Para cumprir essa vontade, chamou à existência homem e mulher e os deu como missão o privilégio de participar eficazmente na sua ação criadora, conferindo-os a possibilidade de gerar novos seres a partir da união conjugal, abençoada por Ele através do sacramento do Matrimônio.
Presente na história da humanidade, o Bom Deus sempre demonstrou, desde o Antigo Testamento, a sua proteção especial àqueles aos quais chamou a ser sua imagem e semelhança, chegando a tratar Israel como seu filho quando falou a Moisés: "Tu lhe dirás: Assim fala o Senhor: Israel é meu filho primogênito" (Ex 4,22). Contudo, no Novo Testamento, essa filiação atinge sua plenitude a partir do mistério da Encarnação de seu Filho, que, assumindo a natureza humana, se torna também homem. Neste sentido, há a elevação da família a um grau de santidade jamais alcançada anteriormente, pois o próprio Deus quis participar de uma família juntamente com a Virgem Maria e o justo José.
Pelos motivos expostos, como não poderia ser diferente, as mais distintas gerações encontraram no Cristianismo, ao longo de vários séculos, a confirmação desses valores. Valores que contribuíram decisiva e diretamente na relações interpessoais dos mais variados povos, e, por assim dizer, na própria construção da civilização ocidental. Contudo, a partir de ideologias não somente anti-religiosas, mas particularmente anti-cristãs, surgidas na Idade Moderna e que ganharam força no último século, a sociedade do ocidente passou a perder gradativamente os mais elementares dos conceitos morais e éticos que sempre regeram a vida das pessoas e ajudaram na manutenção da ordem social.
Dentre os eventos que ganharam mais notoriedade, podemos destacar a revolução sexual, originada durante a década de 60 e que pretendia pôr abaixo as "barreiras morais" edificadas pelas religiões, alegando serem elas responsáveis por um estado de repressão sexual em que se encontrava imersa a sociedade. Em parte, esse sentimento de liberdade sexual foi impulsionado pelo desenvolvimento de métodos contraceptivos, como a primeira pílula anticoncepcional, o que garantiu aos casais a quase integral certeza de que a gravidez não ocorreria. Em outras palavras, o sexo, que sempre serviu para promover o caráter unitivo do casal e a geração de uma nova vida, passava agora a ter na gravidez sua pior consequência e que devia a todo custo ser evitada.
Nesse ponto, ficou patente que boa parte das relações sexuais realizadas a partir de então, longe de ser uma realidade de doação mútua dos esposos (caráter unitivo) e de sua generosidade em continuar a obra criadora de Deus (caráter procriador), o sexo passou a ser uma mera fonte de prazer totalmente egoísta, próprio de uma sociedade cada vez mais centrada em si mesma. Porém o mais grave ainda estava por vir.
Para evitar a gestação, as primeiras pílulas disponíveis no mercado continham unicamente em sua composição o hormônio feminino progesterona. Estas agiam na mulher inibindo sua ovulação e aumentando a dificuldade na passagem dos espermatozóides pelo colo do útero. Contudo, a elevação no índice de doenças, como o câncer, associadas à utilização desses contraceptivos acabou gerando uma reavaliação do método e, posteriormente, levou ao desenvolvimento dos medicamentos que possuem hormônios combinados, usados até hoje. O problema é que, além de impossibilitar a procriação (algo condenado pela Igreja pois fere uma das finalidades do sexo), esses novos medicamentos também passaram a ter como um dos mecanismos de ação o potencial de promover alterações na parede uterina (endométrio) de forma que, se houver fecundação, ao chegar no útero, o blastocisto não conseguirá implantar-se em sua parede e será expulso com as demais secreções, acontecendo, assim, o aborto.
Todavia, nos deparamos com um outro problema: a absoluta maioria das mulheres não tem ideia dessa realidade potencialmente abortiva de tais medicamentos. O que acontece é que os profissionais da saúde, sobretudo os ginecologistas, não as alertam sobre esses riscos e fazem com que elas, mesmo inconscientemente, assumam o risco de realizar um aborto que passará desapercebido. Sim, pois nesse estágio de desenvolvimento, o novo ser humano se resume, microscopicamente, a um aglomerado de células, fato que não permitirá à mulher estar ciente do que está acontecendo.
Sobre este assunto, o Padre Paulo Ricardo disponibilizou, em seu site, um vídeo alertando as mulheres que estão sendo vergonhosamente enganadas por pessoas que pouco se importam com a defesa da vida. Para ter acesso à gravação, clique aqui.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Repudio à afronta ao Cristo Redentor
Salve Maria!
Caríssimos, como bem sabemos, mais um carnaval se aproxima. Três dias de exaltação da carne se sucederão e com certeza muita imoralidade infelizmente será praticada nos quatro cantos do Brasil. No entanto, não vim tecer comentários de oposição à festa mundana do carnaval, antes tenho a intenção de alertá-los sobre o que está sendo tentado pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, no Rio de Janeiro. Todos sabemos que é costume das escolas de samba, volta e meia, tentar levar à avenida alegorias de cunho sagrado, de modo particular imagens católicas, o que constitui uma verdadeira afronta àquele a que a imagem representa e à fé daqueles que professam a Sã Doutrina, uma vez que não precisa nem dizer com que trajes se vestem várias pessoas que por lá desfilam, sobretudo as mulheres.
A bola da vez é a Beija Flor que tenta trazer à passarela do samba uma alegoria retratando a imagem do Cristo Redentor, imagem que também é um santuário católico e, sem dúvida, um dos maiores ícones religiosos do mundo. O objetivo da escola de samba é prestar uma homenagem póstuma ao carnavalesco Joãozinho Trinta, falecido no fim de 2011, que, no ano de 1989, teve uma alegoria do Cristo Redentor proibida de desfilar na Sapucaí. Naquele ano, a referida alegoria foi coberta por uma lona escura e tinha pendurado um cartaz onde estava escrito: "Mesmo proibido, olha por nós!"
Por zelo próprio que devemos ter para com Nosso Senhor, e por extensão às imagens que O representam, convido a vocês, caros irmãos em Cristo, a assinar uma petição que, no próximo dia 10, será encaminhada ao senhor Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, e ao prefeito desta cidade, senhor Eduardo Paes.
Para ter acesso à petição, clique aqui.
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